
(Foto: Julio Nogueira/Semae)
A UMC firmou um acordo de cooperação com o Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae), em prol de um projeto de pesquisa em políticas públicas denominado “Travessia urbana do Rio Tietê: desafios socioambientais e seus reflexos na saúde única”.
O projeto visa aprofundar os conhecimentos sobre a qualidade da água e as estratégias de uso do solo das margens e utilizar esses dados para formulação de políticas públicas de proteção, conservação e recuperação de áreas de várzea do principal manancial de Mogi das Cruzes.
Os dados técnicos para o trabalho serão fornecidos pelo Semae, enquanto a UMC trará a expertise dos seus pesquisadores. “Estamos falando de uma instituição de ensino muito tradicional em Mogi das Cruzes. Este trabalho conjunto fortalecerá a nossa atuação, e estamos à disposição para contribuir com dados técnicos para a elaboração da pesquisa e seus efeitos práticos para o meio ambiente”, explicou o diretor-geral do Semae, José Luiz Furtado.
O trabalho será financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), e a gestão dos recursos será feita pela UMC, por meio da pesquisadora responsável, Professora Dra.Tatiana Ribeiro de Campos Mello.
“Este projeto traduz a vocação histórica da pós-graduação da UMC de colocar a pesquisa a serviço da cidade. É uma iniciativa ousada e grandiosa que, graças à parceria com o Semae, Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes e ao financiamento da FAPESP, poderá ser desenvolvida pelos pesquisadores e alunos dos nossos Programas de Mestrado e Doutorado, gerando impactos concretos no meio ambiente, na saúde e na qualidade de vida dos moradores de Mogi e região”, declarou Tatiana Mello, Coordenadora de Pesquisa da UMC.
O estudo será vital para proteger o Rio Tietê na região de Mogi das Cruzes, como destacou a prefeita da cidade, Sra. Mara Bertaiolli. “Esta parceria com a UMC unirá o conhecimento científico da universidade com o trabalho técnico realizado pelo Semae, o que é importante para reforçar nossa política pública de saneamento, saúde pública e preservação ambiental, com melhores resultados para proteger nosso rio mais importante, o Tietê”.
A previsão é de que a pesquisa seja desenvolvida em quatro anos. Nos primeiros dois anos, a meta é consolidar os indicadores biológicos (flora, abelhas, peixes e microbiota), qualidade da água/solo e diagnóstico participativo com agricultores.
No terceiro ano, pretende-se implementar um banco de dados e aplicativo de tecnologia social, além de ações de integração (oficinas e mutirões de limpeza). No quarto e último período, a proposta é elaborar minutas para o Programa Renasce Tietê e regulamentação da Lei Municipal 7.524, que dispõe sobre o manejo, resgate, captura e remoção de abelhas africanizadas e nativas no Município de Mogi das Cruzes.
Dessa forma, a UMC reafirma seu protagonismo como referência no campo da pesquisa no estado de São Paulo, colaborando com os cuidados ao meio ambiente e impactando positivamente a vida da população de Mogi das Cruzes e região.







