Dois estudos desenvolvidos pela aluna Maria Máximo, do 7º período de Medicina da UMC, ganharam destaque nacional ao serem selecionados para o Congresso da Sociedade Brasileira de Cancerologia (CONCAN), um dos maiores eventos de Oncologia da América Latina.
Os projetos científicos aprovados foram: Defeitos no sistema de reparo por recombinação homóloga (HRD) além do Breast Cancer (BRCA): novos marcadores de sensibilidade a inibidores de Polimerase (PARP) e Exposição crônica a metais pesados e solventes em águas não tratadas como fatores de risco oncológico: uma revisão narrativa.
O primeiro trabalho teve como objetivo analisar os principais genes envolvidos na via de recombinação homóloga além de BRCA1/2, destacando suas funções moleculares, frequência de mutações e impacto clínico no contexto da sensibilidade aos inibidores de PARP. O estudo também discutiu o uso de testes genômicos, como o HRD score, e os desafios associados à incorporação desses biomarcadores na prática oncológica.
Já o segundo trabalho analisou criticamente as evidências científicas sobre a associação entre a exposição crônica a metais pesados e solventes em águas não tratadas e o risco oncológico, destacando os mecanismos moleculares e os desafios clínicos e regulatórios.
Mais de 400 pesquisas foram submetidas por estudantes e profissionais da saúde de todo o país na edição de 2025 do CONCAN. Dessas, apenas 24 foram selecionadas e duas são de autoria de Maria Máximo.
“Essas conquistas significam muito para mim, pois desde pequena quis fazer Medicina e sempre amei a área da Oncologia. Vejo os trabalhos que desenvolvi como uma pequena ajuda para o mundo lá fora. Se cada pessoa ajudar um pouquinho, conseguimos auxiliar muitas pessoas”, declarou a aluna da UMC.
As pesquisas contaram com a orientação do Dr. Rafael Zapata, oncologista clínico do Centro Oncológico de Mogi das Cruzes, reforçando a integração entre formação acadêmica, prática clínica e produção científica regional.
O reconhecimento em um evento que apresenta as atualizações em biologia molecular, tumoral e oncogenética certifica o trabalho da estudante, além de sintetizar o compromisso da UMC com a qualidade da formação médica e com o incentivo à pesquisa científica desde a graduação.






