{"id":2809,"date":"2021-07-21T17:55:39","date_gmt":"2021-07-21T17:55:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www2.umc.br\/noticias\/?p=2809"},"modified":"2021-12-16T17:56:44","modified_gmt":"2021-12-16T17:56:44","slug":"pesquisador-da-umc-faz-alerta-para-a-preservacao-de-especies-ameacadas-de-extincao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.umc.br\/noticias\/pesquisador-da-umc-faz-alerta-para-a-preservacao-de-especies-ameacadas-de-extincao\/","title":{"rendered":"Pesquisador da UMC faz alerta para a preserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"2809\" class=\"elementor elementor-2809\" data-elementor-settings=\"{&quot;ha_cmc_init_switcher&quot;:&quot;no&quot;}\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section data-particle_enable=\"false\" data-particle-mobile-disabled=\"false\" class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-b7b1326 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"b7b1326\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\" data-settings=\"{&quot;_ha_eqh_enable&quot;:false,&quot;ekit_has_onepagescroll_dot&quot;:&quot;yes&quot;}\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-686f73f\" data-id=\"686f73f\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-413b8e0 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"413b8e0\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-settings=\"{&quot;ekit_we_effect_on&quot;:&quot;none&quot;}\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: justify;\">Sagui-da-serra-escuro e palmeira Ju\u00e7ara s\u00e3o encontrados no Alto Tiet\u00ea e lutam para n\u00e3o serem extintos<\/p><p style=\"text-align: justify;\">O sagui-da-serra-escuro (Callithrix aurita) pode ser encontrado na \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) da Serra do Itapeti e seu entorno, na regi\u00e3o de Cocuera, no Corredor Ecol\u00f3gico Municipal e na parte sul de Mogi das Cruzes. J\u00e1 a Palmeira Ju\u00e7ara est\u00e1 presente na bacia hidrogr\u00e1fica Alto Tiet\u00ea Cabeceiras. Voc\u00ea deve estar se perguntando o que as duas esp\u00e9cies t\u00eam em comum. Elas est\u00e3o amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o.<\/p><p style=\"text-align: justify;\">Este sagui est\u00e1 na lista dos 25 primatas mais amea\u00e7ados do mundo. A International Union for Conservation of Nature (IUCN) o classificou como \u201camea\u00e7ado de extin\u00e7\u00e3o\u201d, apresentando um decr\u00e9scimo populacional, e o Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBIO) apontou como \u201cem perigo\u201d.<\/p><p style=\"text-align: justify;\">Aqui no Alto Tiet\u00ea, desde 2018, a esp\u00e9cie \u00e9 monitorada e mapeada pelo Laborat\u00f3rio de Mapeamento e An\u00e1lise da Paisagem (LabMAP) da UMC, coordenado pelo professor Ricardo Sartorello, com o objetivo de evitar sua extin\u00e7\u00e3o. Em paralelo, os pesquisadores trabalham com a Funda\u00e7\u00e3o Florestal do Estado de S\u00e3o Paulo em um plano para a conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie e controle de outras esp\u00e9cies ex\u00f3ticas.<\/p><p style=\"text-align: justify;\">O professor Ricardo faz uma reflex\u00e3o sobre os desafios para preserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies como estas, que habitam a Mata Atl\u00e2ntica. \u201cEntre os motivos do decl\u00ednio desta popula\u00e7\u00e3o est\u00e3o a expans\u00e3o da urbaniza\u00e7\u00e3o e da fronteira agr\u00edcola. Outro ponto \u00e9 o avan\u00e7o da fragmenta\u00e7\u00e3o na Mata Atl\u00e2ntica. Isso faz com que esp\u00e9cies que dependem de ambientes florestais como este sagui, acabem ficando isoladas em pequenas por\u00e7\u00f5es do bioma. Aqui na regi\u00e3o, devido \u00e0 cobertura florestal remanescente de Mata Atl\u00e2ntica, ele ainda \u00e9 encontrado nos munic\u00edpios. Em Mogi das Cruzes as popula\u00e7\u00f5es est\u00e3o distribu\u00eddas nos que chamamos de fragmentos florestais da cidade\u201d, explica.<\/p><p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o pesquisador, a situa\u00e7\u00e3o dessa esp\u00e9cie denuncia uma falta de efetividade na conserva\u00e7\u00e3o a longo prazo. Al\u00e9m disso, dois problemas graves foram identificados. \u201cO primeiro \u00e9 que o processo de fragmenta\u00e7\u00e3o da mata resulta na perda da conectividade entre as manchas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, dificultando a movimenta\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos para obter alimenta\u00e7\u00e3o e para a forma\u00e7\u00e3o de novos grupos. As consequ\u00eancias do isolamento s\u00e3o a falta de alimentos, que enfraquece o bando, e o cruzamento dos indiv\u00edduos dentro do mesmo grupo, o que causa doen\u00e7as gen\u00e9ticas que podem ocasionar a extin\u00e7\u00e3o local da esp\u00e9cie\u201d, esclarece o professor.<\/p><p style=\"text-align: justify;\">Para vencer o isolamento, os saguis tentam se deslocar atravessando \u00e1reas arriscadas para eles como \u00e1reas abertas, estradas e rodovias. \u201cInfelizmente, algumas vezes, as travessias geram atropelamentos e eles acabam morrendo eletrocutados, como mostrou nosso estudo. Diante dessas constata\u00e7\u00f5es, nosso laborat\u00f3rio trabalha em um estudo experimental em parceria com a Prefeitura de Mogi das Cruzes e empresas da regi\u00e3o para a constru\u00e7\u00e3o e instala\u00e7\u00e3o de passagens de fauna suspensas (pontes de dossel), o que vai permitir o melhor fluxo g\u00eanico da esp\u00e9cie e tamb\u00e9m na contra\u00e7\u00e3o do n\u00famero de acidentes como atropelamentos\u201d, adianta.<\/p><p style=\"text-align: justify;\">O segundo grave problema \u00e9 a perda de territ\u00f3rio para outras esp\u00e9cies de saguis, como o Callithrix jaccus, que foram trazidos de outras regi\u00f5es do pa\u00eds por tr\u00e1fico de animais silvestres, comercializados e depois foram soltos indevidamente nas \u00e1reas naturais, amea\u00e7ando as esp\u00e9cies end\u00eamicas da regi\u00e3o. \u201cEssas esp\u00e9cies invasoras geram a disputa por territ\u00f3rios e um processo de hibridiza\u00e7\u00e3o, cruzamento, entre as esp\u00e9cies, o que coloca o sagui-da-serra-escuro em maior risco. No Parque Centen\u00e1rio, em Mogi das Cruzes, pode-se observar facilmente os bandos da esp\u00e9cie C. jaccus, presen\u00e7a que \u00e9 alvo da curiosidade dos visitantes\u201d, salienta.<\/p><p style=\"text-align: justify;\">Ju\u00e7ara tamb\u00e9m corre o risco de extin\u00e7\u00e3o<\/p><p style=\"text-align: justify;\">No Alto Tiet\u00ea, a Palmeira Ju\u00e7ara (Euterpe edulis) est\u00e1 presente na bacia hidrogr\u00e1fica Alto Tiet\u00ea Cabeceiras. A valoriza\u00e7\u00e3o do palmito como iguaria gastron\u00f4mica nacional e internacional, desde a metade do s\u00e9culo XX, fez com que ela fosse retirada dos fragmentos de Mata Atl\u00e2ntica de forma ilegal e predat\u00f3ria ao ponto de se tornar, em 2008, uma esp\u00e9cie amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o no bioma. Nativa e um s\u00edmbolo da Mata Atl\u00e2ntica, pode alcan\u00e7ar at\u00e9 20 metros de altura e demora entre 5 e 15 anos para gerar os primeiros frutos, dependendo das condi\u00e7\u00f5es ambientais. Essa esp\u00e9cie gosta de muita luz e umidade, ocorrendo nas vertentes das serras e morros da Mata Atl\u00e2ntica at\u00e9 a altitude de 1.200m.<\/p><p style=\"text-align: justify;\">O professor explica ainda o processo que deixa a Ju\u00e7ara nessa situa\u00e7\u00e3o. \u201cPara a retirada do palmito, a palmeira precisa ser cortada no caule, causando a morte da planta. Devido \u00e0 falta de controle sobre a origem do palmito, o governo federal proibiu a comercializa\u00e7\u00e3o do palmito dessa esp\u00e9cie. Mas o com\u00e9rcio ilegal continua ocorrendo por grupos chamados \u201cpalmiteiros\u201d que entram nas florestas e retiram o palmito ilegalmente\u201d, explica o especialista.<\/p><p style=\"text-align: justify;\">Papel Ambiental<\/p><p style=\"text-align: justify;\">Na Mata Atl\u00e2ntica, seus frutos e sementes s\u00e3o alimentos para mais de 68 esp\u00e9cies de animais, entre aves e mam\u00edferos, como tucanos, jacus, sabi\u00e1s que s\u00e3o os seus principais dispersores na natureza. Entre os mam\u00edferos est\u00e3o \u00e0s cotias, antas, catetos, primatas, morcegos e diversos roedores se beneficiam dessas sementes e frutos. Por isso a explora\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria da Palmeira Ju\u00e7ara tem um grande impacto sobre muitas esp\u00e9cies de fauna.<\/p><p style=\"text-align: justify;\">Segundo Ricardo, uma alternativa \u00e0 extra\u00e7\u00e3o do palmito \u00e9 o incentivo \u00e0 explora\u00e7\u00e3o da polpa dos frutos da palmeira. \u201cEssa atividade pode gerar uma importante fonte de renda e n\u00e3o mata a palmeira, quando feito o manejo de forma sustent\u00e1vel. A polpa pode ser consumida em forma de sucos, vitaminas, molhos, p\u00e3es, bolos\u2019, complementa.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sagui-da-serra-escuro e palmeira Ju\u00e7ara s\u00e3o encontrados no Alto Tiet\u00ea e lutam para n\u00e3o serem extintos O sagui-da-serra-escuro (Callithrix aurita) pode ser encontrado na \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) da Serra do Itapeti e seu entorno, na regi\u00e3o de Cocuera, no Corredor Ecol\u00f3gico Municipal e na parte sul de Mogi das Cruzes. 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