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Formando de Engenharia Elétrica é exemplo de SUPERAÇÃO

Ele tinha tudo para desistir. Mas essa não foi a sua escolha. Diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) em 2015, quase no final de sua graduação, o estudante de Engenharia Elétrica da UMC, Claudemir Ofrante decidiu se superar e enfrentar as barreiras impostas pelos sinais da doença.

Em 2014 o jovem começou a sentir os primeiros sintomas da doença, afetando inicialmente a mão direita, exatamente a que ele utilizava para escrever. Apenas no ano seguinte, o diagnóstico foi informado: “Ali eu pensei que a minha vida tinha se encerrado, não pensei em desistir apenas da faculdade, mas de tudo”, conta Ofrante.

Graças a Deus, em meio a todo esse percalço, Claudemir encontrava consolo em sua esposa Érica, fiel companheira e presente em cada minuto. “O apoio da minha mulher sempre foi incondicional, e graças a isso encontrei forças divinas para lutar contra a doença e os desafios que teria que enfrentar”, relata.

Claudemir iniciou na área da Elétrica em 1994 ao cursar no SENAI um curso profissionalizante. Em 1998 passou a integrar o quadro de funcionários da Cimenteira Mizu, no Espírito Santo. Sua vinda para Mogi das Cruzes se deu em 2004, quando a empresa iniciou a montagem de uma unidade na cidade.

A certeza do vestibular só se concretizou em 2010, quando começou a cursar Engenharia Elétrica. Sempre motivado pela busca de conhecimento, os anos seguintes foram primordiais para se tornar um profissional dedicado e que ainda hoje, sonha em retornar ao trabalho.

E foram nos anos de faculdade que muitas coisas aconteceram. Claudemir fez novos amigos, lidou com provas, trabalhos, apresentações, noites em claro, e professores como o Mário César, que sempre acreditaram no potencial do estudante recém-formado.

Os anos seguintes não foram fáceis, ainda mais com o avanço da doença, que limitava a cada dia mais os movimentos. Ainda assim, ele não cogitou desistir, ao contrário: “Eu queria me superar”, enfatiza. A superação dos obstáculos martelava em sua mente, que mesmo diante das dificuldades preferiu se adaptar a ceder.

“Perder os movimentos da mão me dificultava bastante a escrita, por isto, para me poupar comecei a tirar fotos da lousa e das anotações dos meus amigos. No último período os professores fizeram provas orais para me auxiliar, pois já não tinha mais condições de fazê-las escritas”.

Todo esforço é recompensado quando a resposta é não para abrir mão de seus sonhos. Na Colação de Grau realizada em agosto, Claudemir foi aplaudido de pé por seus companheiros de classe, professores, amigos, e toda a reitoria da Universidade, que enxergam neste caso uma das mais lindas histórias de superação.

O ano de 2019 foi realmente especial. Além da Formatura, Claudemir e Érica oficializaram a união de mais de 20 anos na Catedral de Santana. “O casamento era um sonho antigo e que foi adiado várias vezes. A gente sempre quis casar na igreja, mas acabava não sobrando dinheiro e sempre deixamos para depois”, conta Érica.

Nem sempre a vida é doce e agradável, mas para Claudemir mesmo diante das dificuldades desistir não é opção: “quero dizer que mesmo em meio as adversidades nunca desistam de seus sonhos. Aproveitem ao máximo a vida, não percam oportunidades, não sabemos o que o futuro nos reserva”, finaliza.

Doença

Você já ouviu falar da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)? É uma doença degenerativa do sistema nervoso, que paralisa os movimentos e, atualmente, atinge 15 mil brasileiros e 200 mil pessoas no mundo. É um dos males mais temidos, pois, infelizmente é irreversível e fatal.

O principal sintoma é a fraqueza muscular, acompanhada de endurecimento dos músculos (esclerose), inicialmente num dos lados do corpo (lateral). Outro é a atrofia muscular (amiotrófica). E ainda existem mais alguns: cãibras, tremor muscular, reflexos vivos, espasmos e perda da sensibilidade.

A ELA é provocada pela degeneração progressiva no primeiro neurônio motor superior no cérebro e no segundo neurônio motor inferior na medula espinhal. Esses neurônios são células nervosas especializadas que, ao perderem a capacidade de transmitir os impulsos nervosos, dão origem à doença.

Não se conhece a causa específica, mas parece que a utilização excessiva da musculatura favorece o mecanismo de degeneração da via motora. Por isso, os atletas representam a população de maior risco a adquirir a doença.

Apesar das limitações progressivas impostas pela evolução da doença, o paciente costuma ser uma pessoa dócil, amorosa, positiva, alegre, que valoriza a vida e os momentos que se seguem, e que também preserva a capacidade intelectual e cognitiva e raramente fica deprimido. Assim como o Claudemir.

05/09/2019
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